Abordagem para o ensino da matemática de forma participativa, colaborativa e lúdica para estimular o aprendizado, auto-estima e gosto pela matemática. Projeto apoiado pelo Instituto TIM.
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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Um caso diferente

Olá a todos!

Hoje eu ia mostrar algumas fotos de turmas falando um pouco delas mas como acabei perdendo meu celular consequentemente perdi as fotos então hoje vou falar um pouco de algo que me surpreendeu.
Na semana passada entrei com uma turma de terceiro ano, os alunos estavam "a todo vapor", pulando, falando, fazendo de tudo e uma garota se destacava na bagunça, quase nada que eu tentava surgia algum efeito para ela, e só foi piorando a nossa situação, em um momento na sala de aula ela começou a me desrespeitar com algumas ofensas e eu acabei tomando medidas mais drásticas conversando com a orientadora. Hoje ao iniciar a semana eu já sabia que ela estaria na turma de terceiro ano do dia e fiquei me questionando o que fazer com aquela turma porque além de a atividade da bailarina não obter tanto sucesso fazendo as crianças ficassem entediadas, a garotinha estaria entre elas pronta pra bagunçar de todo o modo a aula. E foi exatamente isso que eu encarei quando eles entraram, a garota chegou falando que preferia assistir a aula dela normal (raro entre os alunos) e que se ela continuasse na sala ela bagunçaria de todas as formas. Foi então que eu resolvi mudar de tática e juro que não foi fácil porque a garota tentava pegar os livros (a sala de aula que eu ensino eles é a biblioteca e sala de apoio pedagógico), arrastava a cadeira e tentava fazer com todas as formas que eu me estressasse com ela. Resolvi ignorar, atento mais a turma (hoje fiz os pontos explosivos e eles amaram). No final da aula ela já prestou atenção e em certo momento até deu as respostas corretas (além da participação com os números). Fico muito feliz que a situação tenha se resolvido porque ela realmente foi uma das alunas que criou mais problema e resolvi compartilhar porque sei que deve ter muita gente aqui com esse problemas e como eu meio inexperiente no quesito das aulas então imagino que seja de alguma ajuda.

Abraços,
Catarina Pinheiro

domingo, 10 de novembro de 2013

Resumo da semana

Antes de falar sobre as minhas aulas, reservo algumas linhas para falar sobre outra situação que me ocorreu na semana. A Semana Universitária tomou conta de mim e eu devia ministrar oficinas de variados temas. É impressionante como o Círculo fez uma mudança nas minhas atitudes. Os alunos que recebi eram do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio. Antigamente situações como essa me deixavam muito nervosa, mas dessa vez foi diferente. Eu estava mais confiante. Outro fato que eu percebi foi que não me contentava em somente dar o conteúdo e mandar eles construírem, eu sentia o desejo de fazer com que eles participassem e me dissessem o que sabiam do assunto, mesmo que estivessem errados. Mais do que mudar as crianças, o Círculo tem o papel de mudar o professor também.
Bom, voltando às aulas. Essa semana foi desafiadora. O dia que mais marcou foi a segunda-feira. Essas turmas tinham ficado 3 semanas sem aula em decorrência do dia do professor, do II Workshop e do dia do servidor público, ou seja, eles perderam muito. A primeira turma era a turma com o meu aluno "Rebeca". Como eu sabia que ele dominaria a turma, o coloquei para ser meu ajudante e lhe dei um giz. Ele disse que o irmão dele que estava no 4º ano disse que 9+9 era 81. Claro, o irmão é mais velho, ele tomou como sendo verdade. E eu perguntei aos outros se era isso mesmo e todos discordaram. Então fomos conferir. Desenhei o bonequinho na forca, porque eles sempre me pedem forcam e eles completaram as 9 pernas em duas forcas. Contamos então e deu 18. Daí fomos ver com mais pernas e mais forcas até chegar em 9 forcas com 9 pernas. Uma menina disse que pra somar tudo tinha que somar 27 três vezes e fizemos isso com pontos explosivos. No final, o meu aluno "Rebeca" disse: "meu irmão errou porque ele confundiu mais com vezes". No final da aula quando pedi que eles se retirassem, eles disseram: "Mas já? Não, pode pegar o giz e continuar a aula". 
O restante das turmas desse dia foi mais difícil o andamento. Coloquei o Mário para subir e descer a escada. Foi um pouco difícil lembrar os números negativos, mas conseguimos. Em uma das turmas usar o Mário não deu certo e então eu coloquei a bailarina mesmo. À tarde larguei o Mário e usei só a bailarina nas minhas turmas de 2º ano. Na segunda metade da tarde tinha duas turminhas de 3º ano. Na primeira turma eles pediram divisão e então fizemos a divisão usando a bailarina. Pedi um número e eles escolheram 13. Então dividimos o 13 e sempre sobrava resto. Então soltei o desafio de achar um número que dividia 13 sem deixar resto. Eles acharam o um, mas não conseguiram acho outro. Espero continuar com a ideia amanhã. Na segunda turma foi um caos. Eles não colaboraram em nada, nada do que eu tentei funcionou. Parei tudo e conversei com eles. Disse que não dava para continuar desse jeito, que o comportamento deles não deixava com que a gente chegasse a algum lugar e que eu não queria ver eles assim na próxima aula. Liberei todos para voltar à sala e fui conversar com a professora deles. Ela prometeu que ia conversar com eles também; espero que funcione. 
O restante dos dias foi mais tranquilo. Retornei à bailarina em algumas turmas. Em outras eu usei umas das ideias que li de uma das colegas, que eu não lembro o nome(desculpem-me por não lembrar): desenhei várias bolinhas no quadro, pedi que eles contassem e perguntei de que outra forma além de contar de uma em uma eles poderiam contar. As respostas foram variadas. Na maioria das turmas a ideia foi de contar as fileiras e quantas bolinhas tinha em cada, depois somar tudo. Em outras pediram para fazer grupos de 10. Tiveram também as turmas que não conseguiram contar as bolinhas. Ah e por incrível que pareça, a minha turma que tem um menino que sofre bullying e onde também é difícil a concentração participou muito! Todos foram ao quadro, todos colaboraram, eu fiquei muito feliz, pois não é usual. Infelizmente, porém, ainda há crianças que não se dão bem, nessa semana eles tentaram se chutar, duas meninas brigaram de não se olharem, tentei contornar a situação mudando as crianças de lugar, mas não funcionou como esperado.
Espero que nessa semana tenhamos mais progressos. Vou tentar usar na minha turma que fez bagunça o recurso de lápis e papel, como alguns fazem com as turmas de 1º ano. Tomara que dê certo.

Até mais!
Jessica de Abreu Barbosa

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Alunos agitados

Hoje a primeira aula do 3º ano foi muito conturbada, pois os meninos haviam voltado do intervalo! Estavam muito inquietos! Eu comecei a aula, na hora de responder o que eu perguntava, todos respondiam, mas eles gritavam e gritavam muito alto! Eles gritaram acho que umas 3 vezes que perguntei, e eu sempre pedindo pra eles falarem mais baixo. Quando vi que realmente eles não iriam parar de gritar, sentei e disse que precisava conversar com eles! Falei que nós estávamos perdendo muito tempo com a bagunça e a gritaria. Falei que eles poderiam não vir se eles não gostassem da aula. Falei que eles iriam gostar da aula se prestassem mais atenção e ficassem quietos, mas não calados. Mencionei também o quanto a participação de todos é importante, e que eu iria ouvir a resposta de todos eles, mesmo se eles falassem normalmente igual ao tom de voz que eu estava usando. Perguntei se eles sabiam quanto tempo de aula ainda tínhamos, eles não sabiam! Nós tínhamos apenas 10 minutos. Depois todos se acalmaram e começaram a prestar mais atenção na aula, tudo transcorreu muito bem! Inclusive tirei uma foto quanto a maioria estavam no quadro tentando resolver! Todos estavam querendo participar e ir na lousa ajudar o colega a fazer. Os 10 minutos finais valeram muito, espero que na próxima aula eles continuem desse jeito! (Não reparem a luz, é apenas o sol! rs)

Alunos do 3º ano fazendo contas com os pontos explosivos