Abordagem para o ensino da matemática de forma participativa, colaborativa e lúdica para estimular o aprendizado, auto-estima e gosto pela matemática. Projeto apoiado pelo Instituto TIM.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Como estão sendo as atividades lúdicas para mim.

Bom dia!!!

Criei esse post para falar um pouco sobre as atividades lúdicas.
Nas minhas aulas, elas têm sido ótimas. As brincadeiras são envolventes, divertidas e algumas vezes já repeti a mesma atividade por conta das crianças terem gostado muito. (Mas claro, repeti de um modo mais difícil para que pensassem mais, já que conheciam como funcionava)

Conseguir fazer com que as crianças começassem a ter o comportamento que queremos.
Como eu fiz? Em cada jogo, tentei observar o comportamento natural dos alunos de acordo as circunstancias do jogo e comecei a intermediar algumas atitudes, conversando de um modo bem sutil e tranquilo para que observem se é legal ou não fazer isso com alguém e como deveriam se comportar (Ou seja, comecei a jogar perguntas no ar para que pensassem sobre suas atitudes). Irei enumerar algumas situações:

Situação 1) Respeito as diferenças, erros e acertos.
Muitas vezes, observei que a participação de todos gera conflitos que na maioria das vezes é de auto-afirmação com uma relação de "hierarquia de conhecimento".
As frases que as crianças dizem: "Eu sou melhor que você", "Você é burro", "Você não sabe contar?", "Como você não sabe fazer isso? Tão fácil...", entre outras, geravam conflitos desnecessários.

É claro que as crianças que dizem isso não sabem da influencia dessas frases na vida das que recebem este tipo de comentário, mas é super importante que os educadores interfiram nessas situações para que as crianças que fazem esse tipo de ação entendam melhor como que a pessoa que recebe esse tipo de comentário se sentiria ao ouvir.

Na minha sala, as atitudes têm mudado bastante e a cooperação, onde, um ajuda o outro quando possui dificuldades/dúvidas tem aumentado.

Situação 2) Levantar a mão e falar (caso tenham muitas crianças querendo falar ao mesmo tempo).
A falta de coordenação na sala leva a situações onde o professor ouve quem fala mais alto e quem chama mais atenção, prejudicando aqueles alunos que falam baixo e/ou são retraídos/tímidos. Então, tento na medida do possível, fazer com que um escute o outro e que depois de ter terminado a frase, se inicie outro comentário.

Situação 3) Ganhar ou perder.

Alguns jogos dessas atividades possuíam vencedores e consequentemente perdedores. (Por mais que eu não falasse a parte da perda)
Ganhar ou perder é algo natural e que sempre estará presente em nossas vidas.
A questão é: Como lidar com uma competição? Como lidar com uma derrota?

Tive vários problemas em relação a isso, mas que foram super importantes para as conversas que tive com as crianças. Conversamos durante várias aulas sobre essa questão.

Observei também que por mais que não seja um jogo competitivo, quem erra ou acerta em uma brincadeira de lojinha, por exemplo, transforma-se em uma competição indireta, onde erros e acertos são contados e comentados entre eles.

A solução encontrada foi dizer para que os vencem que não precisam demonstrar que sabem mais ou que conseguiram executar mais rápido. Para os que perderam, eu digo que é somente uma brincadeira, nada sério, que o importante é participar e se divertir e que aprendemos muito com o erro.

Eu senti que as crianças entenderam e que começaram a não se importar com vencer ou perder. Começaram a entender que participar, tirar dúvidas e se divertir era muito mais importante.

Gostaria de saber como estão sendo as atividades para vocês e opiniões para que aperfeiçoemos ainda mais nossas aulas.

Victor Tanaka.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Atividade - O Sapo faminto


Na semana passada apliquei numa turma de 5º ano uma das atividades lúdicas propostas. O nome da atividade era Sapo Faminto e consistia no trajeto que um sapo deveria fazer para chegar em um campo de abóboras. Nessa atividade, eu preferi adaptar por Lagoa. Em cada caminho do labirinto (quadrado) haveria vários números. O Sapo deveria começar pelo número 3 e acabar no número 30. A ideia seria trabalhar multiplicação ou mesmo compreender a sequência, que poderia ser feita de 2 em 2 ou mesmo de 7 em 7. 
Na minha experiência, as crianças amaram a atividade. As crianças encontraram vários caminhos que o sapo poderia fazer até chegar a Lagoa. Muitas crianças participaram e a maioria não teve medo de errar, e continuaram dando palpites e observando o que os outros diziam.
Em minha escrita, desejo ressaltar que nessa turma de 5º ano, alguns alunos participaram do projeto no ano passado, porém outros não participaram. Eu percebi que existe uma diferença entre os alunos que já conhecem a proposta do círculo da matemática. Eles foram bem mais receptivos as atividades, não tinham  medo de errar, gostavam de participar e estimulavam a participação de outros na aula. Eu achei super interessante perceber neles o fruto do trabalho realizado no ano passado. 


Karolynne Barrozo (Fortaleza - CE)

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Aulas em 2014!

Bom dia, pessoal!!! 
Bem, primeiramente, desculpem-me por estar adicionando informações ao blog somente hoje, após 7 semanas de atuação.

2014 tem sido maravilhoso, me sinto mais confiante nessa segunda fase de projeto e mais animado por ser uma ano que atuaremos durante 8 meses!

Aqui, irei postar como foram meus primeiros dias, como me organizei e como interagi com as crianças.

Colocarei meus prós e contras em todas as atividades.

Só para contextualizá-los: Estou dando para a mesma escola do ano passado, 410 Sul localizada na Região Administrativa Asa Sul - Brasília. Dou aula para alunos do 2º até 5º ano, de segunda a sexta, menos quinta, 16 aulas por semana e na 114 Sul toda quinta-feira com alunos do 2º ano (4 turmas), totalizando 20 aulas por semana.

1ª aula: XÔ TIMIDEZ!

Minha primeira aula, foi uma aula de "Xô vergonha e xô preguiça", hehe.
Eu me apresentei, apresentei a metodologia do CM e propus umas perguntas para as crianças e eu responderem: 1) Qual seu nome? 2) O que você gosta de fazer? 3) Qual sua comida preferida 4) O que quer ser quando crescer 5) O que espera dos nosso encontros semanais?

Fiz para todas as minhas turmas (2º ano até 5º ano) e funcionou!
As crianças começaram a se soltar e viram que eu não mordo!

Após a apresentação, fiz uma dinâmica de minha autoria, pois não tive tempo de imprimir as notas que a Angels tinha nos enviado.


Dinâmica: Formas Geométricas.
Objetivo: Desenhar diversos objetos que possuam formas geométricas que as crianças conheçam. (Normalmente: quadrado, triângulo, retângulo, circulo, losango) 
Cada um na sua vez, vai ao quadro e desenha algo que se assemelhe as formas geométricas. Encontravam algumas dificuldades, mas foram seguindo o esquema do joguinho. 

Depois de uns dias, pensei diferente e fiz da seguinte forma:
Criar uma cidade somente com formas geométricas, eu começaria e elas terminariam.
Deu super certo para primeira interação do ano.
Atividade simples que fez com que todos se sentissem capazes de realizarem a tarefa.

Prós: A timidez foi embora, participarem muito bem da dinâmica e se sentiram capazes de realizá-la e prontas para as próximas atividades.
Contras: Nenhum.

2ª e 3ª aula: Lojinha!!!

Na segunda aula, comecei com a lojinha!
As crianças se animaram muito quando disse que faríamos uma lojinha e que iríamos tanto comprar como vender (dar troco).
Como a Angels nos enviou as notinhas, pensei em fazer toda a construção da dinâmica com eles. Então, tirei diversas cópias das notas e as levei em preto e branco.

Nessa aula, as indaguei sobre as cores das notas e todas as crianças já tinham a ciência das cores exatas de cada nota, ainda bem que o dinheiro não está distante do cotidiano das mesmas. Depois dos esclarecimentos das cores, começaram a pintar nota por nota, como na foto abaixo:

Depois disso, recortaram:


Após isso, começaram a montar a lojinha! Nisso, pedi para que criassem produtos para a nossa loja e que poderia ser qualquer coisa!
A seguir, criamos um nome para a loja com opções criadas pelas crianças e depois realizamos uma votação.

Tcharam!, abaixo está um exemplo:


Obs: Falei um pouco sobre o simbolo real e sobre o cifrão.

A seguir, trabalhamos tanto como vendas quanto como compras:

1) Formaram uma fila.
2) O comprador iria com algumas notas e o vendedor estaria o esperando.
3) Após feito a compra e dado o troco, o comprador viraria vendedor e o vendedor iria para o final da fila de compradores.
4) Todos foram tanto compradores como vendedores. A ideia de troco (subtração) foi realizada até com os alunos do 2º Ano.

Prós: Ótima dinâmica envolvendo adição e subtração. Envolve matemática, mas envolve dinâmicas que as crianças gostam de realizar, como pintar, recortar, desenhar, comprar e vender.
Contras: Nenhum

Obs: Precisei de duas aulas para executá-la por completo.

4ª aula: Pirâmide!!!

HAHAHAHAHA, quando cheguei com essa brincadeira, meu Deus, se empolgaram muito!
Em todas as salas fiz dois campeonatos. Fiz duas vezes, pois o segundo campeonato foi uma "segunda chance" aos que se sentiram mal por terem perdido.

A ideia do jogo é formar pensamento estratégico e muitas crianças planejaram muito bem suas jogadas, outras só marcaram sem entender muito bem, hahaha.

O jogo foi muito bom no início até quase o final do jogo. No final do jogo, algumas crianças se sentiram mal por terem perdido e uma aluna minha chorou. :(

Como é um jogo um pouco competitivo, conversei um pouco com eles, tanto antes como depois do jogo com os dizeres: "O importante é participar e se divertir, não importa quem irá perder ou ganhar" 

Uma foto da dinâmica:
PS: Quando chega nessa parte do jogo, onde sobram 3 quadrados, um pensamento lógico é importantíssimo para a vitória. Meu aluno, Murilo, se deu muito bem nessa partida.



Prós: Pensamento estratégico.
Contras: Competição.

Depois posto as outras 3 aulas! Até mais!

Victor Tanaka.



quarta-feira, 9 de abril de 2014

Indo às compras...

Antes de começar o círculo, e começando ao mesmo tempo, decidi ir ás compras com meus alunos. Perguntei-lhes o que queriam comprar, todos, repito: todos me bombardearam com nome de comidas. E depois com nomes de eletrônicos, um ou outro tipo apareciam de vez em quando, de acordo com que eu ia perguntando o que eles queriam comprar eu perguntava quanto custava aquele produto para eles, e em um consenso nós decidíamos  o valor, aos poucos eu ia apresentando a metodologia do circulo, como: ouvir o colega, ser paciente e esperar sua vez. Então, eu fiz minhas cédulas no quadro, entreguei quatro pedaços  de  papel para cada aluno e pedi para que eles escolhessem um dos valores que eu tinha desenhado para cada pedaço. Depois de lista feita e cédulas prontas,eu agora era o vendedor da história e perguntava de produto em produto quem queria o comprar. O interessante é que eu percebi que as crianças começaram a comparar valores, e eu puxei isso delas, quando elas vinham com valores menores eu dizia que não dava pra comprar, outras vinham e já falavam: " Tio, eu quero meu troco." e assim as aulas aconteceram. No fim, elas algumas ficaram com dinheiro, e outras nem chegaram no ultimo produto, sentei juntos com elas e falei sobre economizar e ter uma visão de necessidade futura, que nós não podíamos comprar só porque tal coisa é boa, porque mais na frente a gente poderia precisar do dinheiro e não teríamos, como foi no caso de um aluno que queria comprar uma " casa " e não tinha dinheiro suficiente. Depois disso, reforcei os "princípios" do círculo e encerrei minha aula. A aceitação dos alunos foi ótima e a aula passou rápida demais.
Abraços, até mais.





segunda-feira, 24 de março de 2014

Par-Ímpar / Pirâmide do Faraó

Semana passada, segunda semana de círculo, inicie as aulas com a atividade par-ímpar (parecido com vivo-morto: se dissesse número par eles tinham que bater palmas e se dissesse ímpar eles tinham que ficar "imóveis"). É válido observar como o interesse pelas atividades muda de acordo com as idades. Nas turmas de 3º e 4º ano, onde os alunos já conheciam a classificação par-ímpar, eles gostaram, mas 5 minutos nessa atividade foi suficiente, pois não era algo novo. Mas, nas turmas de 2º ano, onde ainda não conheciam sobre par-ímpar, conversamos primeiro sobre esses números e eles logo entenderam a classificação, passamos a brincadeira e acho que poderia ficar a aula inteira nessa atividade e eles ainda estariam animados brincando com isso! Era um grande desafio acertar a classificação, ainda mais com números grandes!

Depois fizemos a atividade da pirâmide e os alunos estavam animados quando sugeri que a realizássemos com professor X alunos. A princípio acharam que sempre tinham que marcar 2 x's (símbolo deles) em cada jogada para ganharem, achavam que tendo mais de seus símbolos poderiam ganhar mais fácil, mas ao longo do jogo foram percebendo que isso não influenciava no resultado e alguns alunos optaram por marcar somente um x em suas jogadas. Jogamos isso durante o restante da aula e alguns alunos começaram a pensar em estratégias para ganhar à medida que entendiam melhor o jogo. A pirâmide inicial tinha 6 andares, mas em algumas turmas, por sugestão dos alunos fizemos pirâmides maiores o que tornou a brincadeira mais longa e mais "desafiadora".





sábado, 15 de março de 2014

Aula com preços e dever de casa para a professora



Ontem iniciei as atividades do Círculo em uma turma do 5º ano. Atendi a turma completa, com 28 alunos, todos juntos, pois como o tempo estava ruim, chovendo, ia ficar muito difícil levá-los até o laboratório de Química. A grande maioria foi atendida por mim o ano passado. Comecei perguntando seus nomes e os escrevendo no quadro, formando três colunas. Na primeira coluna ficaram 10 nomes e na segunda e na terceira ficaram nove nomes. Perguntei para a turma quantos nomes havia no quadro. Eles deram os seguintes palpites: 29, 30, 32, 27, 26, 31 e 28. Depois eles começaram a contar e começamos a contar todos juntos chegando ao resultado 28. Perguntei a eles se havia outra forma de contar a quantidade de nomes. Eles responderam que sim. Então contamos quantos nomes havia em cada coluna: 10 na primeira coluna, nove na segunda coluna e nove na terceira coluna. Eles disseram que poderíamos somar 10+9+9 = 28. Depois perguntei quais colunas possuíam o mesmo número de alunos e perguntei como fazer para que todas as colunas tivessem o mesmo número. Eles responderam que era só tirar um nome da primeira coluna. Então tirei o nome e eles disseram que agora era pra somar 9+9+9+1, que dava 28. Circulei os três “noves” e perguntei a eles quantos “noves” tinham. Eles responderam que eram três. Então perceberam que 3x9 = 27 e depois somaram o “1” que havia sido tirado resultando o 28.
Depois dei uma folha em branco para todos os alunos e pedi que eles colocassem seus nomes e depois que colocassem uma conta que eles soubessem resolver.
Em seguida, perguntei a eles se eles costumavam ir ao supermercado com os pais e eles disseram que sim. Perguntei o que eles costumavam comprar e eles foram me dizendo alguns itens e os listei no quadro. Perguntei a eles quanto custava cada produto e fui anotando os valores, geralmente próximos para cada item. No quadro coloquei o símbolo "R$" e perguntei a eles o que significava. Dois alunos responderam que o R era real e o $ eles não sabiam o que era. Então perguntei se o real era a única moeda que existia e eles disseram que não, que também tinha o dólar e perguntei qual era o símbolo do dólar. Eles disseram que era um “U” e esse “s cortado”. Então expliquei que era o cifrão e que estava relacionado a dinheiro e por isso ele é utilizado tanto no real quanto no dólar e em outras moedas.
Perguntei a eles se fossemos comprar só os itens que estavam no quadro, quanto custaria. Eles não tiveram muita ideia e falaram valores bem altos entre R$100,00 e R$500,00. Os ítens eram pão, carne, arroz, feijão, açaí e manteiga.
Na aula seguinte trabalharei esses ítens com eles utilizando os dinheiros de brinquedo.
Depois pus alguns números no quadro como: 0,0357; 3,15; 4,2 e 3,07. Perguntei a eles se eles já tinham vistos números escritos dessa forma e eles responderam que sim. Perguntei qual deles era o maior. Uma aluna respondeu que era o 0,0357. Perguntei porque e ela disse que esse número era o “trezentos e cinquenta e sete”.
Já perto do final da aula pedi a eles que me passassem um dever de casa, que, ao invés de eu passar um dever, eles que iriam passar pra mim. Pedi que eles passassem uma conta difícil para eu resolver. Eles foram logo perguntando se era só uma e eu respondi que poderia ser quantas eles quisessem. Perguntaram também se era "de mais", "de menos" ou de "de vezes" e eu respondi que poderia ser qual eles quisessem. A maioria encheu a folha de papel com as contas e disseram que eu vou ter que fazer tudinho e sem usar a calculadora!

Manoela Franco.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Início das Atividades 2014

Essa semana retomei as atividades do Círculo em algumas escolas públicas de Porto Alegre! A maioria dos meus alunos já teve aulas comigo no ano passado e estavam muito felizes com a volta às aulas. Mas, também tenho algumas turmas novas e alguns alunos novos nas turmas que já dava aulas, eles vão passar por uma fase de adaptação, pois as aulas são totalmente diferentes do que eles conhecem...
Nas turmas onde já tinha dado aulas, os alunos já entraram na sala perguntando sobre a máquina de funções e a bailarina, fiquei feliz ao ver que ainda lembravam tão bem das atividades realizadas ano passado.
Mas, a proposta dessa semana foi "montar" uma loja e dar a eles notinhas de dinheiro para que brincassem de compra-venda. Em uma das turmas, criaram a loja do anjos e tínhamos poder de anjo, roupa de anjo e arco e flecha pra vender, tudo bem caro (afinal, coisas de anjos devem ser caras certo? foi o que me disseram...).
Levei notas de dinheiro de brinquedo de um jogo que tinha em casa, eram notas que iam de R$1000 a R$ 100000. Eles estavam animados ao brincar com esses números grandes! Foi interessante que algumas das peças que eles quiseram colocar a venda nas lojas valiam menos que R$ 1000 e eles logo diziam, "profª tu vai ter que dar troco!", eu perguntava "quanto?", mas muitos tiveram dificuldade em responder, em alguns casos diziam, muito troco, em outros pouco troco, mas foi legal ver eles tentando descobrir, afinal, todos queriam o troco certo!

-  um dos alunos descobriu como calcular seu troco e ficou tão empolgado que me dava notas maiores na compra só para poder dizer o troco que resultava de cada nota diferente que me dava.

- outro aluno me disse que queria comprar uma arma de paintball (sim, nessa turma quiseram montar uma loja que vendesse produtos de paintball). Perguntei a ele que nota me daria e sua resposta foi muito engraçada, disse: "olha, se você estivesse me incomodando e eu quisesse te dar trabalho, te daria a nota de R$ 100000 para você precisar ficar mais tempo calculando o troco para me devolver. (que bom que eu não estava incomodando ele...)

- em outra turma quiseram vender uma escola na loja. Colocaram o preço de R$ 19000000000! Perguntei se com o dinheiro que eles tinham dariam para comprar a escola. A princípio disseram que sim, então pedi que separassem o dinheiro da compra e me dessem. Quando começaram a analisar suas notas, perceberam que não daria. Um aluno sugeriu : "acho que se juntarmos o dinheiro de todos da turma podemos comprar a escola". Bom, começamos a fazer isso, mas quanto mais juntávamos, mais eles percebiam o quanto 19000000000 era realmente um valor alto. No fim da aula um dos alunos disse: "É professora, descobri que uma escola realmente vale mundo, acho que precisamos do dinheiro do mundo inteiro pra comprar ela". Tive que rir, e respondi "é, uma escola vale muito mesmo!"


Foi muito bom estar de volta às escolas e rever os alunos e professores! Também foi bom conversar com a coordenação pedagógica sobre as atividades do ano passado e ver como estavam animados com a experiência e os resultados obtidos. Foi um ótimo recomeço e mal posso esperar pela experiência de mais um ano de prática do Círculo da Matemática nas escolas. Fazer parte dessa investida para uma melhor educação no Brasil é mesmo uma oportunidade única e um privilégio.