As aulas
introdutórias do Círculo da Matemática possuem a ideia de adaptar o aluno as
aulinhas, além disso, ganhar a confiança das crianças. Pois, as aulinhas
mostram algo novo e diferente do tradicional contexto de nossas salas de aula.
As aulas introdutórias consistem em jogos e atividades lúdicas, que além de
conduzir a criança ao pensar matemático, é divertido.
Abordagem para o ensino da matemática de forma participativa, colaborativa e lúdica para estimular o aprendizado, auto-estima e gosto pela matemática. Projeto apoiado pelo Instituto TIM.
domingo, 24 de maio de 2015
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
Saudades....
Saudades dos meus pequenos.
Saudades de chegar na escola e passar pelos
corredores e perceber a movimentação deles a se espicharem para me ver passar e
a gritarem em alto e bom som “a titia chegou!”. E este alvoroço a se espalhar
em cada sala que passava.
Saudades tenho de entrar na sala, e ser
sufocada por beijos e carinhos.
Saudades de ouvir meus pequenos gritando, “tia
me leva primeiro”.
Saudades de antes de começar a aulinha ouvir
cada um contar como foi o seu final de semana de aventuras.
Saudades dos momentos de atrito, “tia isso não
rola comigo”, tia não quero brincar” ou “tia isso está chato”.
Saudades também dos momentos gloriosos, ao ver
o seu número favorito no quadro, descobrir o segredo da máquina de funções,
saltar com a bailarina, curupira, saci ou o que a mente quiser imaginar na reta
infinita dos números.
Saudades da incerteza, com deixava eles a cada
final de aula mesmo com a resposta certa.
Saudades do quadro colorido e bagunçado, mas
que na verdade para nós estava perfeito.
Saudades das mãos que erguidas e agoniadas para
ser a sua vez de responder, de ser ouvido de verdade.
Saudades tenho muitas, e seria prolongado
enumerá-las aqui, pois então guardo as na lembrança, que estará sempre
disponível a partilhar essa experiência maravilhosa....
Ser
Professora.
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
Uma soma diferente
Há três semanas atrás
aplicando a atividade da Soma de Gauss em duas turmas do 3º ano,
aconteceram resultados imprevisíveis e com muita diversão.
Sou educadora em duas escolas, uma situada em Belém e a outra em Ananindeua região metropolitana de Belém. Em ambas tenho turmas do 3º ano, e algumas semanas atrás passei com essas turmas a Soma de Gauss. Para melhor compreensão adotarei a legenda, de 3A para a turma de 3º ano da escola de Ananindeua, e 3B para a turma de 3º ano da escola de Belém.
Com a turma 3A, escrevi no quadro os números de 1 até 20, e perguntei a eles quais as formas poderíamos somar aqueles números para chegar a 20, eles começaram a somar desmembrando os números, por exemplo: 12 + 8 eles diziam "tia, separamos o 10 e somamos 2+8 que é 10 e somamos com os 10 que dá 20". E os alunos que entenderam dessa forma começaram a ensinar os outros colegas a somar da mesma forma. Foi então, que terminando de somar os números que estavam no quadro, eles tiveram a ideia de somar para aumentar a "linha de números" como eles chamaram e assim os números foram crescendo. Aqui caros educadores, nos deparamos com um dos pontos da nossa abordagem pedagógica "O Fim", os alunos foram além daquele resultado, e a partir do conhecimento que foi construido tentaram obter outros resultados.
Já com a turma 3B, escrevi no quadro de 1 até 10 e os alunos começaram a somar, juntando os números e transformando em números grandes ou como diz Bob e Ellen Kaplan "Big numbers", e a cada soma ocorria um ataque de risos na sala. Eles estavam se divertindo, e muito, no inicio da aulinha uma aluna que estava tímida foi incentivada pelos coleguinhas a participar e depois que começou, não queria mais parar. Foi uma aula com resultados inesperados contudo muito divertida, A educadora Ana Júlia Maia, me acompanhou nesta aula e a ela o crédito pela foto.
Segue as imagens dos quadros coloridos, e divertidos.
Sou educadora em duas escolas, uma situada em Belém e a outra em Ananindeua região metropolitana de Belém. Em ambas tenho turmas do 3º ano, e algumas semanas atrás passei com essas turmas a Soma de Gauss. Para melhor compreensão adotarei a legenda, de 3A para a turma de 3º ano da escola de Ananindeua, e 3B para a turma de 3º ano da escola de Belém.
Com a turma 3A, escrevi no quadro os números de 1 até 20, e perguntei a eles quais as formas poderíamos somar aqueles números para chegar a 20, eles começaram a somar desmembrando os números, por exemplo: 12 + 8 eles diziam "tia, separamos o 10 e somamos 2+8 que é 10 e somamos com os 10 que dá 20". E os alunos que entenderam dessa forma começaram a ensinar os outros colegas a somar da mesma forma. Foi então, que terminando de somar os números que estavam no quadro, eles tiveram a ideia de somar para aumentar a "linha de números" como eles chamaram e assim os números foram crescendo. Aqui caros educadores, nos deparamos com um dos pontos da nossa abordagem pedagógica "O Fim", os alunos foram além daquele resultado, e a partir do conhecimento que foi construido tentaram obter outros resultados.
Já com a turma 3B, escrevi no quadro de 1 até 10 e os alunos começaram a somar, juntando os números e transformando em números grandes ou como diz Bob e Ellen Kaplan "Big numbers", e a cada soma ocorria um ataque de risos na sala. Eles estavam se divertindo, e muito, no inicio da aulinha uma aluna que estava tímida foi incentivada pelos coleguinhas a participar e depois que começou, não queria mais parar. Foi uma aula com resultados inesperados contudo muito divertida, A educadora Ana Júlia Maia, me acompanhou nesta aula e a ela o crédito pela foto.
Segue as imagens dos quadros coloridos, e divertidos.
![]() |
| Quadro da turminha 3A. |
![]() |
| Quadro da turminha 3B. |
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
"Relaxe. Você irá se divertir, com aqueles que serão seus amigos/as para toda a vida."
Bob cita no nosso
caderno 2 sobre a amizade com as crianças. Posso concluir que fiz
muitos novos pequenos amigos durante esse tempo de trabalho.
Em especial gostaria
de compartilhar uma situação que aconteceu durante as aulas em uma
escola. Quando fui à primeira vez na escola aplicar uns
questionários passei por uma situação adversa em sala. Estava
lendo os questionários para a turma e notei que uma menina estava
quieta sem fazer nada, fui falar com ela e fui completamente
ignorado, imediatamente fui até a professora perguntar sobre a aluna
que não quis falar comigo, segundo a professora a aluna era assim
mesmo, não falava nem com os colegas. Depois disso voltei para
tentar conversar com ela, que nem olhava pra mim, mesmo ignorado
comecei a falar para ela que vinha de longe para chegar na escola e
não gostaria de ver alguém triste já no meu primeiro dia, falei
que aquela folha era muito importante e perguntei se ela poderia
pegar o lápis e logo consegui ser ouvido pela primeira vez, ela
pegou o lápis e começou a fazer o questionário, perguntei pelo seu
nome e fui ignorado novamente, só para não perder o costume rs.
Voltei ao centro da sala para dar atenção aos demais, quando ouço
um chamado pelo meu nome "Felipi, pode repetir a número 3?"
olhei pela sala caçando aquela voz que me chamava e quando notei era
ela, fui lá correndo e falei "só repito se você me disser seu
nome" ela olhou pra mim, sorriu e finalmente ouvi o nome dela.
Ao final do dia já estava bem entrosado com a turma e ansioso pela
próxima aula.
A primeira
experiência com a turma foi muito legal, logo quando cheguei já fui
recebido por gritos, palmas e festa, fiquei sem graça e com
vergonha, nada como o frio na barriga do primeiro dia... Estava
ansioso para saber como seria em sala com aquela turma que me recebeu
tão bem e em especial, saber como a menina se comportaria comigo,
mas ela faltou. Tive um dia bem agradável com eles, principalmente
pela forma como me chamavam (Felipi), não era nada de tio, nem
professor ou outras derivações, era simplesmente o meu nome, isso
me fez sentir uma proximidade, um acolhimento fantástico por aquela
turma.
Na semana seguinte
cheguei um pouco mais cedo e a turma estava na forma... estava... até
me ver, eles saíram correndo em minha direção, fiquei sem reação,
olhando aquela cena e pensando "já?" "como assim?"
"tão rápido!" quando olhei ao meu redor vi aquele grupo
em cima de mim e fui falando um por um, tentando chamar cada um pelo
nome, lógico que me enrolei com alguns mas acertei em grande
maioria, naquela multidão de pequenos vi a menina do meu lado, uma
menina da sala dela gritou "você está sorrindo!?" logo
perguntei "ué, ela não pode sorrir?" "ela não
sorri..." ouvi calado, fingi que não me importei e tentei
entender o que estava acontecendo.
As aulas foram
acontecendo e foram ótimos momentos, dias de muito aprendizado.
Nessa semana
anunciei que seria o nosso último encontro, conversamos e agradeci,
a professora falou que quem quisesse podia levantar para falar
comigo, resultado: fui jogado na parede por uma avalanche de crianças
e quando olhei ao fundo... aquela mesma menina que nem falava comigo
estava em sua cadeira de cabeça baixa, chorando... Aquilo acabou
comigo, fui um mix de emoções... Por um lado foi nítido a
transformação dela no decorrer das aulas e foi algo muito
gratificante, mas por outro lado não queria que o ultimo dia fosse
dessa forma, não consegui me despedir dela, achei melhor sair
enquanto ainda me restava um pouco de controle emocional rs. São
momentos como esse que nos faz acreditar na forma como trabalhamos,
como podemos nos divertir, brincar, aprender, ensinar, transformar,
rir, sorrir, conversar... vivenciar a sala de aula com prazer, sem
ser algo chato e desgastante.
Felipi Marques
Duque de Caxias/Rio de Janeiro.
domingo, 9 de novembro de 2014
Presente da Semana
Nesta semana enquanto aguardava o intervalo, uma aluna que em especial desde da primeira aulinha do Círculo me chamou atenção. Pois, ela era conhecida na sala como a aluna que não faz nada, inclusive em uma publicação anterior a mencionei.
Ela veio na sala onde estava e me abraçou e perguntou se teria aula pra ela, respondi que sim. E em seguida ela pegou meu estojo com os pilotos e começou a desenhar no quadro o labirinto.
Foi gratificante e emocionante ver o quanto as aulinhas do Círculo da Matemática estão contribuindo para nossos alunos.
Ela veio na sala onde estava e me abraçou e perguntou se teria aula pra ela, respondi que sim. E em seguida ela pegou meu estojo com os pilotos e começou a desenhar no quadro o labirinto.
Foi gratificante e emocionante ver o quanto as aulinhas do Círculo da Matemática estão contribuindo para nossos alunos.
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Porcentagem e Política
Hoje eu tive uma experiência muito
interessante. Decidi trabalhar porcentagem com os meus alunos do 5º ano. E
pensei, como trabalhar esse assunto e aliado a ele aplicar a metodologia do
círculo da matemática? Lembrei que em aulas anteriores trabalhei o conceito de
metade e também o sanduíche. E pensei, vamos começar por aí. Desenhei na lousa
os pedacinhos de chocolate em forma de barra e fomos tentando pensar como
representar cada um deles em fração. E eles foram dando os palpites. Depois eu
disse: - "Nós temos dois cofres na lousa. O primeiro deles é o cofre da
aluna A (coloquei o nome de uma aluna) e o segundo cofre do aluno B (coloquei
outro nome de aluno). Cada aluno ganhou de presente 100, 00 reais. E ambos
decidiram guardar no cofre. A aluna A, tirou 50,00 reais do cofre e deixou 50,00
reais. E o aluno B tirou apenas 20 reais do cofre." E a partir desse
exemplo, eu tentei conversar com eles sobre as diferentes possibilidades de
representar a quantidade de dinheiro que foi retirado e deixado em cada cofre.
Dentre as possibilidades, chegamos na ideia de porcentagem (%). Um dos alunos
disse: - "Tia, eu vi na televisão esse símbolo %. Eu vi durante as campanhas
do candidatos. Como a gente poderia representar isso em relação aos
candidatos?" Eu achei a ideia desse aluno muito interessante e novamente
coloquei na lousa dois candidatos, o A e o B. E eles disputavam pra ser governador
do Rio de Janeiro. Eu coloquei que no Rio de Janeiro, hipoteticamente e deixei
claro para eles que haviam muito mais habitantes, havia 50.000 pessoas e todas
votaram. E disse que o candidato A recebeu 70% dos votos e o B 30%. E perguntei
quantas pessoas votaram no A e quantas votaram no B. E houve debate na turminha
pra decidir a quantidade de candidatos. E para auxiliar o raciocínio eu
perguntei: - “Quanto é 70 + 30?” Eles disseram que 100. E eu disse que esse 100
representaria o total, mas no caso do Rio de Janeiro nosso total seria 50.000
pessoas. E eles foram observando quanto deveria ir para cada candidato. E eu
achei bem interessante a forma como eles se organizaram para decidir. Deram
vários palpites e eu fui anotando cada um deles e para confirmar se estava
correto eles contavam o número de pessoas do A e do B para confirmar se daria
50.000 pessoas. O legal dessa aula foi a iniciativa dos alunos em estudar
porcentagem a partir da política. Eles viram na televisão durante essas semanas
e perguntaram como poderíamos aplicar esse assunto em política. E achei
interessante mostrar dessa forma. Sei que eu poderia ter usado outra maneira e
confesso ter tido um pouco de receio em aplicar dessa forma, por pensar que
seria “um pouco complicado ainda”. Aceitei o desafio e trabalhei e me
surpreendi bastante. Podemos considerar uma coisa, nós não devemos ter medo ou
receio de trabalhar nenhum assunto com as crianças, desde que elas queiram.
Elas podem muito mais do que pensamos. Essa aula foi interessante para eles,
mas para mim ultrapassou o conteúdo trabalhado, por que foi uma lição de vida
na minha caminhada como professora. Aprendi que não podemos subestimar a
capacidade das crianças. Elas são capazes e nós estamos lá para ajuda-las.
Karolynne Barrozo (Fortaleza – Ce)
domingo, 2 de novembro de 2014
Sanduíche!
Nesta semana uma de minhas aulas foi sobre o sanduíche. Comei a aula perguntando como foi o final de semana deles, depois contei que no meu havia acontecido um probleminha e que queria que eles me ajudassem a resolve-lo . Disse que fui caminhar com minha irmã, e que estava morrendo de fome, quando achamos um tendinha que vendia sanduíches, que pedimos 2, porém eles haviam vindo repartido de formas diferentes , e como eu estava com muita fome queria comer o maior, mas não sabia qual era o maior, pedi à eles que me ajudassem a descobrir, em seguida desenhei o formato dos sanduíches no quadro. Perguntei qual sanduíche era maior, a turminha ficou divida, entre o sanduíche repartido em quadrados e o em triângulos, então um deles me surpreendeu com a resposta, ele me disse que era a mesma coisa , pois ambos estavam cortados em quadro partes, e que estas partes eram iguais, escrevi sua resposta no quadro, quando me deparo com mais crianças mudando de ideia e aderindo a dele, a cada uma que pedia para mudar a pontuação, pedia que me provasse por que achava que o coleguinha estava certo e como, e assim fomos levantando hipóteses, e provando como e se era possível.Certo momento surgiu outra questão , como eu havia desenhado os sanduíches um do lado do outro, um coleguinha fez a relação do tamanho que a base do triangulo possui com a quantidade repartida do sanduíche divido em quadrados, ele disse que se ele comesse uma lateral do sanduíche repartido em triângulos seria igual a comer duas parte do sanduíche repartido em quadrados , pois a área da base do triangulo era igual a lateral do sanduíche em quadradinhos, então desenhei um triangulo grande e disse que aquele triangulo equivaleria um pedacinho do sanduíche e sobre esse triangulo desenhei um quadrado para que eles percebessem que sobrava um parte igual a outra metade do triangulo. Até que todos resolveram que a única coisa que havia de diferente nos sanduíches era o formato pois segundo eles ambos tinham a mesma quantidade de “pão”.
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