Abordagem para o ensino da matemática de forma participativa, colaborativa e lúdica para estimular o aprendizado, auto-estima e gosto pela matemática. Projeto apoiado pelo Instituto TIM.
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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

..........E a Reta continua.......



            Algumas semanas atrás uma aluninha minha veio toda feliz... "Prô, fiz o Mc Gota".. eu ri e perguntei, como assim...



Então, ela mostrou... eis a herança do nosso Mc Brócolis....
Após as aulas de construção da reta (onde os alunos preenchiam a reta), após pulos sugeridos (alunos resolviam as contas elaboradas por mim, na reta)... agora, nosso próximo passo...

Os próprios alunos elaboram suas contas, para os amigos resolverem, na reta..




           Bom, parece fácil simplesmente inventar uma conta... porém, temos um fator limitador, o tamanho da nossa reta...


            Nossa proposta do dia foi, cada aluno inventar uma conta, porém, todos os pulos teriam que aparecer na reta.. Eu adorei... os alunos tinham que pensar muito bem antes de inventar a conta, acredito que a foto acima ilustra bem a reação de todos antes de irem ao quadro.. Perguntava.. "mas essa conta cabe na reta ?" Eles faziam mentalmente os cálculos, elaboravam as contas e passavam o canetão para o próximo resolver.. assim aquele que resolveu, também elaborava sua conta para o próximo, e assim sucessivamente.. todos foram ao quadro... todos pularam... todos pensaram e descobriram... juntos..

           
             Agora, temos uma pergunta inicial.. "Com ajuda ou sem ajuda?".. Quando o aluno vai ao quadro resolver sua conta, todos nós em coro perguntamos "Com ajuda ou sem ajuda?".. Com ajuda significa.. "A conta é de mais ou de menos?"... "Se é de mais, o número aumenta ou diminui?".. "Se aumenta, pula pra frente ou pra trás?" E assim, todos em coro, rs... (verdade, em coro..rs) vão auxiliando quem vai ao quadro... Agora, quando o alunos diz, sem ajuda... os alunos estendem as mãos.. como quem faz um suspense,rs... e por incrível que pareça... no fim, todos batem palmas...
Não tem como não se apaixonar!!!


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Resultado do trabalho de quase 1 ano!




Imensa Alegria!




             
             Quero compartilhar com vocês o cometário de uma professora do 3° ano. 
             Durante uma prova na escola, tinha uma questão sobre a diferença de tamanhos entre irmãos, e perguntava quanto um irmão tinha que crescer para alcançar o outro. A professora comentou comigo que um dos alunos da minha turma resolveu a questão com a Reta dos Números, ela observou no rodapé da folha o desenho da reta e então perguntou ao aluno como ele resolveu a questão, ele disse " A Profª Janaina passou a reta na lousa e ai usei a reta pra fazer a conta". 
            Minha reação? Chorei...kkkkk ... Sim chorei de alegria... muito feliz.. poxa, pensa comigo... uma única aula...uma única vez na semana e meu aluno além de entender a reta ainda aplica em outros exercicíos?! Imensa alegria e Gratidão em participar desse Projeto!!!

Bjs e boa semana !!
Jana =)

sábado, 7 de dezembro de 2013

Mais um dia...


Eu cheguei em uma das salas do 3 ano sem o conteúdo feito. Apenas sabia que ia trabalhar com mais enfoque na atividade que eles escolhessem e a atividade que essa turma escolheu foi a da bailarina. Bom, "então vamos trabalhar com pulos maiores !" , eu disse à turma. E assim eu perguntei o numero de saltos que a bailarina devia fazer e a outro eu perguntei quantas vezes ela devia fazer aquilo. Assim, funcionou todos os números. Dessa forma, a aula foi rolando até alguns deles perceberem que o total de "pulinhos" que ela fazia era a multiplicação dos números, ai sempre quando eles decidiam o numero de pulos e quantas vezes ia fazer aquilo ele multiplicavam e achavam a resposta. Mas, então eu disse que dessa vez a bailarina não ia partir mais do zero e sim de outro numero. Então, eles já começaram a pensar mais. E ficaram com a missão de encontrar também uma maneira mais rápida da bailarina pular. Também propus de fazer varias saltos de formas diferentes ao mesmo tempo e saber aonde ela ia parar de dançar. Bom, foi muito legal e as crianças já estão mais soltas e confortáveis dentro da sala. Sabemos que não são todas, pois ainda existem aqueles que não querem participar e aqueles que encontram outra diversão no momento da aulas. Mas, estou chegando ao fim com um sentimento de missão cumprida. 

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Futebol e Matemática, uma ótima combinação

E se as crianças participassem mais do próprio processo de aprendizagem delas? Se elas reconhecessem que aprender é um processo prazeroso, que pode estar vinculado com nossos gostos, nossos interesses e ideias?

Bem, esse foi o objetivo da aula com a turminha de 3º Ano. Eu perguntei quem gostava de Futebol. E todos levantaram a mão. Eu perguntei os nomes do jogadores que eles mais gostavam e eles iam me dizendo: - " Messi... Neymar... Kaká...". Eu falei que nós iriamos treinar um jogador na aula e que ele estaria se preparando para a Copa de 2014. Eu disse que nós seriamos os treinadores dele e escolheríamos como ele deveria treinar, quantos chutes, quantos passos... E elas escolheram que nosso personagem seria o Neymar. O Neymar foi o escolhido para treinar no campo (Reta Numérica). Eu falei que eles poderiam desenhar o  Neymar. E assim fizeram.


 E achei o desenho bem criativo. E eu comentei: - "Bem, onde o Neymar deve ficar, em qual posição?" (Me referi ao número na reta numérica). Eles me responderam no número 10, porque ele é camisa 10 na seleção. Então, fomos começar pelo 10. Até que uma das meninas disse: -" seria legal se a gente pudesse desenhar uma trave de um lado e do outro do campo, aí ele teria que tentar chegar na trave." Eu achei muito interessante a ideia e já fui pensando em perguntas para trabalhar com a adição e multiplicação na reta numérica. Eu perguntei: -" certo, o Neymar está no 10, mas para ele chegar na trave e fazer um gol, ele precisa treinar os chutes. Se ele der três chutes em direção a trave, e a bola for rolando de 4 em quatro, onde a bola pararia?" E eles foram me respondendo e desenhando na lousa. E eu fui aumentando o treino do Neymar. Eu disse que ele precisaria estar mais preparado para a Copa de 2014, então treinaria mais. Eu fui aumentando os tamanhos dos chutes e alternei com corridas para que o Neymar ficasse mais preparado. Enfim, as crianças se empolgaram com a aula e nem perceberam que estavam fazendo matemática.

Futebol e Matemática, uma ótima combinação.

(Karolynne Barrozo - Fortaleza - Ceará)

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Bailarina...Bob Esponja...Batman... Pou...

Até onde vai a criatividade de uma criança?

Difícil responder, mais tão maravilhosa de ser explorada! Isso mesmo ''explorar'' a criatividade de uma criança nos leva ao mundo distante do que imaginamos existir.
Essa semana descobrimos os números negativos de diversas formas:
-''O Bob Esponja encontrou o Patrick e foram juntos para o Siri Cascudo, mas ele esqueceu a espátula para fazer os hambúrgueres de Siri e voltou pra casa dele.''
-''O Pou foi andando para o lanche e voltou pra fazer exercícios pois ele engordou muito.''(Desculpem a ignorância, mas não conhecia esse jogo ''Pou'' o que deixou a aula muito mais interessante pois de fato eles que conduziram tudo)
-''O Batman foi pra Gotan City e voltou em casa pra buscar o batmóvel.'' (Lembrando do relato de Priscila Pires)
Tudo é válido quando o objetivo é estimular a participação do aluno em sala de aula!
Interessante citar um de meus alunos ligou a existência dos números negativos com a 2ª questão do questionário (Sobre a sala que tem 3 pessoas e saem 7...), e quando perguntei pra ele o motivo dessa conclusão ele me respondeu: ''Já que existe número negativo, naquela pergunta eu vou conseguir tirar 7 de 3, mas não sei como!''.
Quase chorei de emoção, mas resolvi não aprofundar (não sei se fiz certo) pois ainda vou introduzir a adição e subtração com os pontos explosivos.



Atenciosamente,

Carlos Alves