Abordagem para o ensino da matemática de forma participativa, colaborativa e lúdica para estimular o aprendizado, auto-estima e gosto pela matemática. Projeto apoiado pelo Instituto TIM.
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quarta-feira, 13 de novembro de 2013


O Círculo da Matemática e o encontro com o novo


Ontem vivenciei uma situação interessante...Enquanto eu andava pelos corredores da minha escola, cruzei com uma aluna minha de uma das turmas do Círculo da Matemática. Casualmente, eu estava indo buscar uma turminha do Círculo e estava com a lista de chamada nas mãos. Foi quando a menina, muito sorridente e simpática, me cumprimentou, questionando: "Sora, tu não dá aula normal?".Fiquei refletindo sobre o que a menina me perguntou e, de certa forma, achei aquilo muito interessante.Acredito que, para esta aluna, as aulas do Círculo da Matemática não tem nenhuma semelhança com as aulas que ela tem ou já teve durante sua vida escolar. Neste sentido, para ela, eu não sou uma professora normal... 

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

O Relógio e o Sr. Palito

Olá pessoal!!!

Na semana passada, eu trabalhei a atividade do relógio com minhas turmas. O interessante é perceber a quantidade de variações que podemos fazer com esta atividade. Para cada turma a atividade tomava um rumo diferente.

Inicialmente, eu desenhava o relógio e a figura de um personagem posicionada no número 12. Como eu desenho muito mal e, muitas vezes, perco a atenção dos alunos ao demorar para desenhar, resolvi fazer um boneco palito. Chamei-o então de Sr. Palito e para cada turma contava uma história dizendo que ele era muito magro porque dava muitas voltas em torno do relógio. Continuava a história dizendo que o Sr. Palito era um sujeito metódico e que a cada volta ele tinha que passar por todos os números e retornar para o número 12, não importava quantas voltas fossem necessárias dar. Quando isso acontecia ele ficava imensamente feliz, mas quando ele não passava por todos os números o Sr. Palito ficava muito triste e chorava.

Então, iniciávamos as voltas em torno do relógio, primeiramente, indo de 1 em 1, depois de 2 em 2,  de 3 em 3, etc. Assim, esbocei uma tabela de duas colunas, onde numa registrava os tipos de passos do Sr. Palito e noutra fazia uma carinha, feliz :D quando o Sr. Palito conseguia e triste :( quando ele não conseguia passar por todos os números. Sempre fazendo questionamentos do tipo: por quantos números o Sr. Palito passará se ele for de 1 em 1, de 2 em 2, de 3 em 3, etc? Nestas situações, ele irá conseguir passar por todos os números? Ficará feliz ou triste?

Em algumas turmas as reflexões foram mais profundas, já em outras, que talvez não tenham alongado-se muito nos questionamentos, consegui avançar e testar todos os números até o 12, outras, ainda, não aprofundaram-se nos questionamentos e demonstraram um pouco mais de impaciência e dispersão. Nestes momentos, para resgatar a atenção dos alunos, fiz uma máquina de funções. Para aproveitar o personagem do relógio e relacionar com a ideia, desenhei uma máquina de funções que era um carro e cujo motorista era o Sr. Palito. Os alunos adoraram isso. É incrível ver como eles se interessam em conversar sobre algum personagem fictício. Eles "viajam" muito nas histórias...

A medida que as turmas foram indo e vindo, surgiu uma turminha que tem um aluno que se destaca. Aquele aluno "Rebeca" que sempre temos que achar estratégias para que ele não dê as respostas. E, como não poderia ser diferente, este menino foi o único que apresentou respostas mais rebuscas frente aos questionamentos. Por exemplo, no caso do Sr. Palito andar de 5 em 5, fui desenhando os traços que o personagem fazia ao andar de 5 em 5, primeiramente do 12 para o 5, depois do 5 para o 10, então do 10 para o 3. Neste momento, perguntei se o Sr. Palito conseguiria andar por todos os números e este aluno respondeu-me que sim e que além disso o Sr. Palito daria mais 9 passos, pois faltavam 9 números para retornar até o número 12. Os outros colegas desta turma não entenderam muito bem a colocação do colega, mas concordaram, pois normalmente este aluno acerta tudo. O mais interessante é observar as relações que os alunos fazem nestas situações.

De maneira geral, as turmas gostaram muito desta atividade. Mas, é claro que a maior parte dos alunos, mesmo gostando, apresenta uma conduta dispersiva e, muitas vezes, não se concentra durante as aulas, deixando de aprofundar as reflexões e aprimorar seu conhecimento.

Boa semana!!

Bjs,
Vivi

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Divulgando o Círculo da Matemática

Olá pessoal!!

Recebi um convite da supervisora pedagógica das séries iniciais da minha escola para que eu fizesse uma apresentação aos professores sobre o projeto O Círculo da Matemática do Brasil. Na semana passada, tive um espaço na reunião de planejamento dos professores das séries iniciais da escola para divulgá-lo. Neste dia, iniciei mostrando o vídeo institucional e, em seguida, falei sobre a abordagem, a preparação dos professores, a implementação e desenvolvimento do projeto em todo o país, etc. Os professores tiveram muito interesse em todas estas questões, mas ficavam desconfiados e não conseguiam entender questões relacionadas a abordagem em si. Neste momento, resolvi mostrar o vídeo de uma das minhas aulas, casualmente passei o vídeo da atividade da escada, que mostrei no encontro da segunda capacitação do projeto.
Enquanto os professores assistiam ao vídeo, foi interessante notar suas expressões faciais, os acenos positivos que faziam com a cabeça e o sorriso no olhar que demonstravam ao cruzar com o meu.  Ficaram encantados com a possibilidade de abordar os números negativos com alunos das séries iniciais.
Quando o vídeo terminou, perguntaram seu eu tinha mais vídeos e queriam saber mais e mais sobre a metodologia.  Neste instante, senti falta de um vídeo da aula do Bob e da Ellen legendado. Pois, se eles ficaram impressionados com a aula de uma professora iniciante, imagina se vissem os Kaplan!
A partir deste momento, o Círculo da Matemática do Brasil passou a ter total reconhecimento e respeito pelos professores da minha escola. É verdade que o projeto foi muito bem recebido na escola, mas depois que houve um espaço para que os professores pudessem ver uma aula do Círculo da Matemática o reconhecimento foi incrível. me senti uma popstar da educação.
Já se passou uma semana desde este dia e, ainda hoje, houve um colega que me viu e fez questão de me dar um abraço dizendo: "Parabéns pelo projeto!".
É muito bom fazer parte do Círculo da Matemática do Brasil!!!

Viviane

domingo, 20 de outubro de 2013

Recomeçar

Boa noite, pessoal!!

Conforme vocês já devem saber, eu estou realizando as aulas do Círculo da Matemática em uma escola localizada em uma comunidade da periferia de Porto Alegre. No dia 26 de agosto, dia em que iniciei as aulas, choveu muito e fez frio intenso. Como a maioria dos estudantes desta escola vive em situações de vulnerabilidade social e existe muita dificuldade de organização familiar, as condições climáticas impediram que os alunos fossem a aula neste dia. Esta foi a primeira das muitas adversidades que já encontrei para realizar as aulas do Círculo da Matemática. Houve muitos dias em que, ao encerrar as aulas, pensei que tudo estava perdido, que esta metodologia não poderia ser aplicada em escolas localizadas neste tipo de comunidade. Em outros momentos, cheguei a pensar que eu não tinha perfil para fazer este tipo de abordagem.

No entanto, durante estes dois dias do segundo workshop, ao ouvir tantas experiências, de lugares tão distintos deste Brasil imenso, percebo que muitas outras pessoas experimentaram angústias e frustrações semelhantes às minhas ao realizarem seus Círculos. Nesse sentido, sinto-me aliviada e recarrego minhas energias motivada a continuar.

Obrigada!!


Vivi :D